Radwa Ashour
Radwa Ashour (1946–2014) nasceu no bairro de El-Manial, no Cairo. Foi romancista, tradutora, crítica literária e professora de literatura na Universidade Ain Shams, no Cairo, onde chefiou o Departamento de Inglês entre 1990 e 1993. Obteve o bacharelado e o mestrado na Universidade do Cairo e concluiu, em 1975, o doutorado em Literatura Afro-Americana na University of Massachusetts, Amherst.
Ao longo de sua formação e carreira, Ashour interessou-se pelo ativismo político, pelos direitos humanos e pela liberdade, construindo uma obra literária comprometida com a justiça e a representação das experiências femininas e coletivas. Participou de ocupações e manifestações estudantis em 1972, envolveu-se na fundação do Comitê Nacional contra o Sionismo nas Universidades Egípcias e ajudou a criar o Grupo 9 de Março pela Autonomia Universitária, que se opunha à interferência do regime de Hosni Mubarak nos assuntos acadêmicos.
Sua produção literária gira em torno dos impasses sociopolíticos de sua época, com especial interesse pela história nacional e regional. A resistência palestina ocupou um lugar de destaque em sua escrita, interesse possivelmente fortalecido por sua relação amorosa e posterior casamento com o falecido poeta palestino Mourid Barghouti.
A obra publicada de Ashour inclui romances, novelas, contos, memórias, ficção autobiográfica, ensaios críticos e estudos acadêmicos. Em 2011, Radwa Ashour recebeu o Al Owais Prize, em reconhecimento pela importância literária e cultural de sua obra no mundo árabe.